Mídia impressa é sustentável e eficaz

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Imagem retirada de https://twosides.org.br/BR/midia-impressa-e-sustentavel-e-eficaz/

No Brasil, a celulose para fabricação de papel vem de árvores plantadas. Além disso, as indústrias de celulose preservam grandes extensões de matas nativas. Em alguns países usam-se árvores nativas, mas a exploração é feita de maneira a permitir o crescimento das florestas. Na Europa, por exemplo, as florestas que fornecem madeira para a fabricação de papel e de outros produtos têm crescido 44.000 km² nos últimos dez anos. Alguns fatos:

• Em todo o mundo, apenas 11% da extração de madeira é direcionada para a produção de celulose e de papel (FAOSTAT, 2011);
• Em diversos países, inclusive no Brasil, essa extração é feita exclusivamente em florestas plantadas;
• No Brasil existem cerca de 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas, menos de 1% do território nacional, desses apenas 2,65 milhões destinam-se à celulose e papel. As empresas que usam essas árvores como matéria prima ainda conservam 5,6 milhões de hectares de matas nativas.

O papel é intensamente reciclado. No Brasil, segundo a Associação Nacional dos Aparistas – ANAP – a taxa de reciclagem chega a 67%. Quando descartado corretamente, em aterros sanitários, o impacto ambiental do papel é mínimo, já que se trata de material biodegradável.

Não há provas de que a mídia eletrônica seja melhor para o meio ambiente. Os equipamentos eletrônicos são de difícil reciclagem e descarte. Os centros de computação consomem imensas quantidades de energia e são responsáveis indiretamente por grande emissão de CO². Por outro lado, há fortes evidências de que o papel é uma mídia mais sustentável em termos ambientais.

Apesar disso muitas corporações optam por substituir a comunicação impressa por mídias eletrônicas, alegando fazer isso para “salvar árvores” quando na verdade seu principal objetivo é reduzir custos de operação. Trata-se, portanto, de propaganda enganosa que usa falsos argumentos ambientais, conhecida em inglês como “greenwash”.

Além de ser sustentável, o impresso é eficaz e preferido pela maioria dos consumidores, conforme demonstram vários estudos. Pesquisa recente da Fipe, para a Câmara Brasileira do Livro, aponta que o faturamento do livro eletrônico no Brasil é de apenas 1,09% do total.

Pesquisa de 2015 da empresa de consultoria InfoTrends, especializada em mídia, mostra que as campanhas publicitárias que usam mídia impressa são as que dão melhores retornos:

Pesquisa recente com mais de 10.000 pessoas, distribuídas em 10 países, monstra que o público em geral prefere a mídia impressa e nela confia mais. Essa pesquisa foi realizada pelo instituto internacional Toluna.

A mídia eletrônica traz muitos benefícios e soma-se às mídias tradicionais, inclusive a impressa, para satisfazer as necessidades crescentes de comunicação eficaz. No entanto, é fato que a mídia impressa é sustentável, é eficiente e é preferida por grande parte da população em todo o mundo.

Fonte: Two Sides